Dias de luta, dias de glória; Quando amo, amo pra valer: amo todo dia o dia inteiro, amo toda manhã na hora que acordo, me arrumo, tomo café e no primeiro beijo. Amo no caminho, amo no carinho. Amo na chegada e na tristeza de ficar longe: amo perto, amo conversando e amo só de lembrar que o longe é perto. Amo pra buscar chá, pra cutucar e fingir falar e não falar nada. Amo pra almoçar na tristeza de só ter uma hora pra se amar, amo no prato monstro e no prato de cincão, amo no cigarro solto e no um real de chiclets de caixinha. :)
Amo igual antes, perto: longe. Amo pra ir embora e me aborreço no beijo de despedida, amo a noite, amo nas redes, no telefone e amo mais do que o dia inteiro na hora de dormir: pensando e abraçando um travesseiro perfumado, fechando os olhos e forçando o pensamento a sonhar.
Só não amo quando não amo. Não amo quando dúvida de uma capacidade tão estampada na cara, não amo quando a capacidade estampada, extravagante e nada discreta é subestimada. Não gosto, não amo: aborreço, fecho os olhos e penso, será?
Dias de luta, dias de glória.